Tudo bem que o álcool e direção não combinam, mas essa medida de 0% que foi tomada foi absolutamente talibanesca e só vai servir para aumentar a “cervejinha” dos policiais.
Em vez de o Brasil seguir o caminho civilizado e natural de legalizar a maconha e assumir posturas mais moderadas e assistenciais com as drogas mais pesadas, o que se vê é uma repressão cada vez maior.
Já proibiram o cigarro em lugares públicos, e agora estão se empenhando em acabar com uma das nossas mais gostosas e aliviantes tradições, que é o chopinho de depois do expediente.
Só para não parecer que eu sou anarquista enlouquecido irresponsável, vou dissertar um pouco sobre as minhas posições sobre os ítens acima.
Maconha: Deve ser liberada e ponto. Causa muito menos mal ao consumidor e aos outros do que o álcool e mesmo do que o cigarro. A “onda” da maconha não provoca qualquer tipo de comportamento agressivo no usuário, muito pelo contrário, deixa o sujeito passivo, introspectivo e “viajandão”.
No meu ver o único motivo para a maconha ser proibida é a ignorância da população, que “não viu e não gostou”, incentivada por uma imprensa tendenciosa, que associa a erva ao crime organizado.
Assim é fácil, pois se proibirem o Danoninho, em breve ele será associado ao crime organizado também.
Cocaina, crack, extasy, LSD, etc: Don Corleone em “O Poderoso Chefão” disse “mantenha seus amigos próximos, e seus inimigos mais próximos ainda”, e eu acho que este pensamento se aplica perefeitamente no caso das drogas ditas “pesadas”.
O caso é o seguinte: não adianta proibir. Estas drogas são proibidas em todos os países do mundo (ou quase todos, não sei), e todo mundo consome cada vez mais a cada dia que passa, então está claro que a solução do problema não é por aí.
Talvez o estado tivesse muito mais controle e sucesso no combate a essas drogas se o seu uso fosse admitido, monitorado e controlado.
Assistência, pesquisa, estudo.
Não adianta simplesmente proibir, enfiar a porrada e fechar os olhos como se o problema estivesse resolvido.
Além do que a proibição dá um enorme poder de extorsão para a nossa polícia, que é truculenta, corrupta e se associa com o crime organizado em muitos casos, taí o jornal que não me deixa mentir… além do próprio crime organizado, que com um cenário de drogas liberadas, teria de ir procurar outra forma de ganhar dinheiro para comprar armas.
A ilegalidade faz do tráfico de drogas um negócio altamente rentável.
Cigarro: Eu fumo, e a fumaça do meu próprio cigarro me incomoda, sempre me incomodou.
Sempre tive a consciência de não fumar em lugares fechados, e não tenho problema nenhum em me levantar da mesa do restaurante e ir fumar lá fora, mas o problema é que a campanha anti-tabaco que vem ocorrendo vem deixando a população (ou a grande massa de manobras), totalmente xiita e intolerante com o uso do tabaco.
Proibir fumar em shopping center é um absurdo… um lugar âmplo daqueles… você acende um cigarro na rua e tem um monte de gente fazendo cara feia pra você… outro dia eu acendi um cigarro nas Paineiras, e passou um cara correndo e ficou falando pra caramba, palavrões e tudo, o filho duma #$&% do cacete, ele que vá tomar no centro do #& dele junto com aquela língua suja de @#*&$ que ele tem.
Sorry.
Consciência.
É a solução para a boa convivência entre os fumantes e os não fumantes.
Porra, eu cresci vendo na TV que fumar era lindo, envolvia iates, carros, mulheres, aviões, e agora, quando eu posso ter tudo isso, eles vem e jogam água o meu chope?
Fala sério.
Álcool: Nós tinhamos uma lei que era rígida, e que não funcionava pela simples inexistência dos tais temidos bafômetros.
Daí eles resolvem tornar a lei absolutamente intolerante, já que a lei velha não dava resultado.
Nada mais burro, idiota e estúpido.
O motivo de um criminoso do trânsito não ir para a cadeia é a total inoperância da justiça, por que leis para isso existiam.
Daí, como a justiça não funciona, eles dão o poder para a polícia e seus bafômetros.
É muito fácil dizer “eu estou zelando pela segurança da população” e para isso proibir o condutor de um automóvel de ter qualquer concentração de álcool no sangue.
“Na Europa é assim”, “Nos EUA é assim”.
Foda-se, aqui não é Europa nem Estados Unidos.
Lá eles tem um diferencial que ninguém considera quando cria uma lei dessas, que é o simples fato de que lá eles tem transporte coletivo de qualidade.
As grandes cidades deles não são orientadas ao automóvel como as nossas.
Só que em vez de combater a máfia dos ônibus, de fazer Metrô, ou tentar resolver a questão do transporte de forma a retirar os carros das ruas, não.
Criam uma mais lei que proíbe coisas.
Muito prático, muito mais barato, e até mesmo lucrativo do que fazer metrô.
E foda-se o efeito estufa.
Enquanto isso os bares da cidade vão fechando as portas, as ruas vão ficando vazias… cada um enchendo a cara dentro da sua casa… que merda.
E o populacho bate palmas.
Escrevi esse post inspirado nos comentários que eu postei nos blogs do Cristiano e do Zé Mauro, em posts que tratavam desse mesmo assunto.
Estou mais aliviado agora.
Na verdade eu tenho a esperança de que, com o esquecimento do assunto pela imprensa, as coisas se acomodem de uma forma razoável para todo mundo.
Essa imprensinha de bosta que nós temos.
É só esperar pela próxima chacina.

Daqui a alguns instantes ocorrerá a primeira decisão de uma Taça Libertadores da America no Maracanã, entre Fluminense e LDU.
Só que o que eu vi hoje na cidade do Rio de Janeiro não foi uma união entre as quatro torcidas a favor do time local, ou mesmo uma união das outras torcidas rivais para “secar” o Fluminense e torcer pelo seu fracasso na tentativa de conquistar o primeiro troféu continental da sua história.
O que eu vi hoje na cidade, foram as três das quatro torcidas dos principais times do Rio de Janeiro, Fluminense, Botafogo e Vasco, se unindo contra um inimigo comum, o Flamengo.
Parece incrível, mas hoje eu cansei de ver os tricolores direcionando as suas provocações para um time que não tem nada a ver com o embate desta noite, mas que por tradição, se empenha em, abertamente, francamente, torcer contra o sucesso de qualquer outra agremiação carioca em qualquer competição que seja, que é o meu querido e amado Clube de Regatas do Flamengo.
Todos os times do Rio sempre se unem para torcer contra o Flamengo, graças, segundo citam, a arrogância da sua torcida, que não poupa esforços em achincalhar, massacrar, execrar e humilhar as outras torcidas do Rio de Janeiro, apoiada na enorme superioridade numérica que ela representa.
Não se sabe quem veio primeiro, o ovo ou a galinha, mas a resultante é “Todos contra o Flamengo e o Flamengo contra todos”.
Mas o que causa essa inveja das outras torcidas do Rio em relação a do Flamengo não é só a sua quantidade de torcedores monstruosamente superior, que chega a receber a classificação de “Nação Rubro-Negra” por ser maior em população do que qualquer país da Europa, e maior do que a grande maioria dos países do mundo.
O que causa esse sentimento de repulsa é a devoção que esta torcida tem pelo seu time do coração, que o confere privilégios únicos.
O Flamengo é o único time a não ter camisa.
O Flamengo tem um manto sagrado.
Se o leitor requisitar a qualquer vendedor de qualquer loja de artigos esportivos um “manto sagrado”, o vendedor pode até fingir que não sabe do que se trata, no caso de ele não ser torcedor do Flamengo, mas na verdade ele sabe exatamente o significado do termo.
“Manto Sagrado”, só quem tem é o Flamengo, os outros times tem uniforme.
Outro privilégio exclusivo da torcida do Flamengo é um cumprimento, uma reverência que é só dele, “Saudações”.
Experimente cumprimentar alguém usando a expressão “Saudações”.
Se o cumprimentado responder “Saudações”, é por que é Flamengo, se responder “Saudações tricolores”, ou “saudações é o cacete”, é por que torce para qualquer outro time.
“Saudações” é uma abreviação para “Saudações Rubro-Negras”, mas não é necessário o uso da expressão completa, pois apenas “Saudações” já caracteriza um cumprimento tipicamente flamenguista.
O Flamengo não é apenas um time, mas é entre isso e uma religião.
Sei o que digo, pois sou flamenguista fanático, e das poucas coisas que me fazem brotar lágrimas aos olhos é meu time do coração.
O Flamengo é uma entidade.
E para os que acham que estou exagerando, eu peço que pretem atenção hoje no jogo decisivo da Libertadores, pois se Fluminense for campeão, a torcida vai dedicar grande parte da sua comemoração a provocar a “mulambada”, os “favelados” torcedores do rubro-negro da Gávea, o mais querido do Brasil.
Não sei se Tostines vende mais por que está sempre fresquinho, ou se é fresquinho por que vende mais, mas cumpro meu papel de torcedor apaixonado e fanático do mais querido do Brasil, o Flamengo.
Seco o timinho.
Com licença que o segundo tempo está começando e tenho que me concentrar pois o LDU precisa da minha energia positiva.
Saudações Rubro-Negras.

















A Braniff International Airways operou entre os anos de 1928 e 1982, e seu fim foi resultado da não adaptação as novas realidades da aviação, que ia deixando de ser uma atividade glamurosa e alegre para se tornar prática e impessoal.
Muitas companhias aereas como a PanAm, Sabena e a Swissair quebraram por insistirem nos velhos modelos de operação… um exemplo mais próximo é a nossa Varig, só que esta continua voando mesmo quebrada.
Entre os anos 30 e 50, a Braniff voava com DC-2s, DC-3s, DC-6s, C-46s, entre outros aviões de motor a pistão, pintados com esquemas de cor com ornamentos azuis e vermelhos em cima da fuselagem branca.
Na entrada na era do jato, em 1959, com a introdução à frota do Boeing 707-227, a companhia ganhou prêmio de design com o “The El Dorado Super Jet”… os esquemas de cor da Braniff (quase) sempre foram alegres e bem bolados.
Mas foi nos anos 60 com a intervenção do arquiteto Alexander Girard e do designer de moda italiano Emilio Pucci, com a campanha “End of the Plain Plane”, que a Braniff se soltou pra valer.
A identidade visual da companhia foi radicalmente modificada, e os aviões passaram a ter suas fuselagens pintadas em apenas uma cor sólida, escolhida entre as sete definidas por Girard, e tinha as asas e lemes brancos.
Foi adotada também a utilização da sigla “BI” em suas caudas.
O novo esquema de cor era revolucionário para a época, quando as companhias aéreas ainda usavam pinturas discretas, com aplicações de textos espartanas, em corpos de fonte modestos… este esquema inspiraria mais tarde a noss velha TransBrasil a criar a sua série “Energia Colorida“, no início dos anos 70.
Pucci, que era designer de moda, criou vários modelos de uniformes psicodélicos para a tripulação, incluindo até um capacete-bolha para as aeromoças, no melhor estilo espacial, muito em voga na época.
Pode-se dizer que a Braniff era uma companhia alegre, que valorizava o ato de voar.
Em 1968, a empresa lançou uma campanha “if you’ve got it — flaunt it!”, que eu ainda vou descobrir o que significa, e tinha como garotos-propaganda personagens do naipe de Andy Warhol e Salvador Dali (tubes no bottom do post).
Nessa época companhia modificou o esquema de cores com que voava desde o início da decada de 60, com o novo “Flying Colors”, que adotava 15 composições diferentes, desta vez pintando também as asas e as caudas dos aviões nas cores da fuselagem… havia também uma pintura exclusiva para os Boeings 747 e 747SP da companhia, também conhecidos por “747 Braniff Place” e “The Most Exclusive Address In The Sky”, a “The Big Orange”.
Apesar de não me ligar muito em pinturas artísticas em fuselagens de aviões, não posso deixar de citar os famosos aviões da Braniff pintados pelo artista plástico Alexander Calder, que criou os esquemas exclusivos “Flying Colors of the United States” e “Flying Colors of Mexico”, mas este último nunca chegou a ser aplicado a nenhum avião da companhia.
Em 1977 a companhia dispensou os trabalhos do designer fashion Pucci e contratou o designer americano Roy Halston, no intuito de dar um visual mais americanizado para a companhia, alterando inclusive o esquema “Flying Colors”, aplicando o nome “Braniff” em uma fonte “no estilo manuscrita” (argh), e incorporando esquemas de cor mais ousados, como os pretos e dourados à frota… no meu ver perderam a mão feio.
Em 1978, a empresa fez um acordo com a British Airways e com a Air France para operar com o Concorde.
Alguns vôos chegaram a ser realizados com os aviões supersônicos ainda nas cores das companhias originais e com a tripulação da Braniff, mas a idéia não deu muito certo… parece que na verdade foi mesmo um fracasso.
As cores da Braniff chegaram a ser aplicadas em um dos lados de um dos Concordes para que fosse fotografado e utilizado na publicidade da empresa, mas nunca chegou a voar regularmente um Concorde pintado de Braniff.
Em 1978 a empresa investiu maciçamente em estratégias que depois se mostraram equivocadas, e em 15 de maio de 1982, a Braniff foi a primeira empresa aérea americana a abrir falência.
Em 1984 houve uma tentativa de reativar a empresa, com novo conceito e identidade visual, e 1988, faliu de novo.
Em 1991/1992, foi feita outra tentativa fracassada de se trazer a Braniff de volta aos ceus, e fim.
Durante a época de ouro da Braniff International Airways eu ainda nem povoava este planeta, mas não tenho como deixar de me fascinar com o jeito que o ato de voar era visto naquela época, época do jato puro, dos aviões barulhentos e fumacentos, dos fartos serviços de bordo, época em que voar era uma atividade glamurosa, sempre associada a alegria e diversão… época dos terraços panorâmicos abertos para que os spotters pudessem ouvir as turbinas em todos os seus decibéis em meio e deliciosas baforadas de querosene… e a Braniff era a síntese deste pensamento.
Por isso que não existe mais.
Hoje é Nutry e boca seca.
Abaixo os vídeos do YouTube das propagandas da empresa protagonizadas pelos megastars Andy Warhol e Salvador Dali.
Fontes:
- Braniff International;
- Wikipedia;
- Boeing 727 Datacenter;
- Braniff Pages.
O cidadão em Berlin, fez uma anti camera. Ela não bate fotos, ela projeta imagens sobre a cena. E ainda, é disparada quando detecta um flash de outra camera sendo disparada. Resultado, o turistão cheio de vontade de bater fotos, leva para casa algo mais.
A parada foi feita para aparecer em uma exposição de arte digital, mas o cara virou uma celebridade instantânea quando as empresas pensaram sobre a utilização comercial.
Eu já estava ficando preocupado, mas a Grisoft enfim disponibilizou a nova versão “free” do AVG.
Vasculhei o site da Grisoft, mas não encontrei nada… só fui encontrar pelo São Google.
Deve estar em algum lugar no site oficial do fabricante, como sempre muito bem escondido… desta vez eles devem ter escondido tão bem que eu não consegui achar.
Baixei o meu nesse link aqui.
Instalei por aqui e parece ser mesmo o bom e velho anti-virus das multidões.
Espero que seja útil.


Acho que a parte mais legal da corrida de hoje foi o bom desempenho da Toyota, com Trulli chegando em terceiro depois de uma luta enlouquecida com o Kovaleinen… foi emocionante o pega entre eles nas voltas finais… Kovaleinen que também merece elogios pelo seu excelente desempenho, chegando em quarto depois de ter largado em décimo… e ainda sobre a Toyota, cheguei a ficar empolgado com o Timo Glock em quinto depois da parada precoce do Fernando Alonso, mas depois ficou lá pra trás… Alonso que inclusive tomou a primeira poeira do nosso Nelsinho Piquet, até que enfim o filho do nosso maior piloto conseguiu mostrar seu valor, afinal não foi ele contratado pela Renault somente pelos seus olhos azuis e pelo seu carisma e traquejo social.
Hoje não teve show do polaco Kubica, pois não foi dia de BMW… segundo Galvao e seu Staff a equipe alemã não se entende com o asfalto liso do circuito frances… outra coisa que eu tinha ouvido falar era que Magny Cours ia sair do circuito por conta de a cidade próxima não oferecer uma infra-estrutura adequada para o pessoal do circo… pelo jeito esqueceram disso… afinal, os figurões só andam de helicóptero, e os mecânicos não dormem mesmo…
Outro que eu adoro ver correr é o Lewis Hamilton, que hoje tentou dar uma de Dick Vigarista e acabou jogando a corrida fora de uma vez… mas o “Tiger” ainda vai dar o que falar, pois ele pilota muito e não tem muita paciência no trânsito não… com ele é “ou dá ou desce”.
Gosto muito do estilo do Inglês… voltou dos boxes com a faca nos dentes e deu logo uma rodada na venta do “Principe das Asturias”, que deve ter chorado muito por uma mistura de ódio e medo.
Pilotos como Hamilton é que fazem a fama da Formula 1.
Acho que é isso… estarei esquecendo alguma coisa?
Ah… claro.
Felipe Massa ganha a corrida com total legitimidade, pois afinal, defeitos como o que tirou do Kimi Raikkonen a primeira posição acontecem, e não tiram em nada o mérito da vitória do piloto brasileiro.
Parabéns, Felipe Massa.
O duro agora vai ser aturar duas semanas de você dizendo que tem dois metros de altura e é o loiro dos olhos azuis mais bonito e cheiroso do paddock.
F1 é a maior diversão.

Para não esquecer da senha para escrever no Presunto e para tirar este post reclamante AMIL do Mairus do topo do blog, escrevo para variar…
Olha só que maneiro este trabalho antigo de Alexey Titarenko. Ele bateu fotografias de longa exposição de São Petesburgo, e a massa de pessoas circulando se transformou nessa fumaça fantasmagórica. Boa reflexão sobre a evanescente e fugidia presença humana. Somos fumaça.

