O trabalho era fazer um cartaz para algum evento fictício a ser realizado em algum espaço no Rio de Janeiro.
O grupo, formado por mim, Jean-Baptiste Déchery e Thiago Rios, escolheu como tema o Outeiro da Glória.
Foi feito um ensaio fotográfico no local e cartaz consistia em uma colagem de vários papeis fotográficos, cada um com um pedaço da foto escolhida ampliada a partir do negativo de 36mm. Foram ao todo três "fornadas" com o ampliador apontado para a parede do bolorento laboratório da Esdi, onde estavam colados os papéis fotográficos, com o diafragma o mais fechado o possível (não me lembro a abertura) e trinta minutos de exposição para cada fornada (agradecimentos ao nosso professor de Laboratório Fotográfico, Gabrielzinho).
Após terminado o cartaz, que aliás ficou com as medidas completamente esdrúxulas (pra se ter uma idéia, o colorplus não estava nem cortado em angulo reto), o brainstorming foi intensivo para se decidir qual seria o texto do cartaz, e como amarra-lo a algum evento...
Ao final, após propostas estranhíssimas como "O Outeirista e o Oiteiro" (com "i" mesmo, vide Aurélio), optou-se sem a menor convicção por "Outrora em Glória", abstraindo-se completamente de qualquer evento que o texto tivesse que representar...
Nossa insegurança era tanta que mesmo no dia da entrega o Jean ainda queria arrancar as letrinhas e escrever outra coisa, idéia que foi vetada solenemente por mim e pelo Thiago... não satisfeito depois de o trabalho já entregue, na mesa da professora o inseguro Jean ainda pegou um Pilot e desenhou um contorno em volta do último "a" do Glória, por julgar ilegível contra o fundo claro da foto... naquele dia foi a primeira vez em que eu tive vontade de agredir fisicamente o Jean... houve outras depois...
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